Resgates Bancários e o Mecanismo Único de Resolução da União Europeia

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Glenyo Cristiano Rocha

Resumo

Instituições financeiras à beira da falência podem terminar em uma liquidação ou recorrer a mecanismos de resolução, como “compra e assunção”, resgates externos (bail-out) e os resgates internos (bail-in). Por meio desses mecanismos, seria possível diminuir os efeitos sistêmicos resultantes da falência. As corridas bancárias, que podem ocorrer por diversos motivos, levam os investidores a levantarem os seus depósitos com um problema de coordenação e antes de um momento ideal, podendo resultar na quebra do banco. Sistemicamente, por um efeito de contágio que também pode ocorrer por variados motivos, esse problema pode se espalhar e resultar na falência de outras instituições financeiras, até então consideradas saudáveis. A intervenção estatal por meio de resgates pode gerar um risco moral, com consequências econômicas. A regulamentação busca diminuir ou anular os efeitos negativos das crises para o sistema financeiro e para a estabilidade financeira. No âmbito europeu, desenvolveu-se o Mecanismo Único de Resolução, que busca solucionar o problema por meio de resgates internos e de uma atuação que evite a quebra dos
bancos e a propagação dos seus efeitos colaterais pelo sistema inteiro.

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Como Citar
ROCHA, Glenyo Cristiano. Resgates Bancários e o Mecanismo Único de Resolução da União Europeia. Revista da Procuradoria-Geral do Banco Central, [S.l.], v. 13, n. 1, p. 27-43, nov. 2019. ISSN 1982-9965. Disponível em: <https://revistapgbc.bcb.gov.br/index.php/revista/article/view/1006>. Acesso em: 13 nov. 2019.
Seção
Artigos